sexta-feira, 12 de junho de 2015

2º MÓDULO - CURSO DE FORMAÇÃO DE COORDENADORES

Nos dias 06 e 07 de junho, de 8h às 17h e 8h às 12h, respectivamente, no salão da Paróquia São Jorge, foi realizado o SEGUNDO MÓDULO DO CURSO DE FORMAÇÃO DE COORDENADORES DE PASTORAL DO DÍZIMO.  
 Este evento foi organizado pela EAPADI, cujo objetivo é capacitar para o trabalho da pastoral do dízimo nas paróquias e comunidades da Arquidiocese.
O assessor do segundo módulo foi o Sr. Eliezer Martins (missionário da EAPADI). 
Os temas trabalhados foram os seguintes:
- O perfil e as atribuições do coordenador de pastoral do dízimo;
- Planejamento e Plano de ação;
- Pauta de reunião.
Participaram deste módulo apenas 29 pessoas (coordenadores e membros das equipes de pastoral do dízimo das paróquias da Arquidiocese).
Confira o resumo do conteúdo trabalhado e algumas fotos do evento:
CONTEÚDO:
CURSO DE FORMAÇÃO DE COORDENADORES

2º MÓDULO
I TEMA: O PERFIL E AS ATRIBUIÇÕES DO COORDENADOR DE PASTORAL DO DÍZIMO
1) Coordenador
a) O chamado
Todos somos chamados a fazer parte da Igreja, povo de Deus (Mt 11, 28-30); (Mc 13,13-19) e às vezes também convidados a desempenhar determinados serviços nesta (Mt 10,5-25).  Porém, à medida que ASSUMIMOS LIVREMENTE esse convite, devemos desempenhá-lo com RESPONSABILIDADE.
b) O significado do chamado
Assim, ser coordenador de pastoral do dízimo, entre outras coisas, significa exercer um SERVIÇO pastoral na Igreja.
c) As atitudes de quem serve
As atitudes devem ser de humildade; equilíbrio; autoridade; parcimônia (calma, paciência)...
d) O que é necessário para ser coordenador de pastoral do dízimo?
1º) Ser cristão católico;
2º) Se identificar com a pastoral do dízimo;
3º) Participar das formações, encontro mensal e reuniões da região episcopal e/ou da EAPADI;
4º) Seguir as orientações/atribuições da pastoral do dízimo – Arquidiocese.
3) O perfil do coordenador
            Ser referência; ser acolhedor; ser alguém que escuta; ser misericordioso...
4) As atribuições do coordenador de pastoral do dízimo
- Articular a pastoral, promovendo um relacionamento respeitoso e fraterno entre os membros da equipe; promover a unidade entre as outras pastorais da paróquia; distribuir tarefas entre os membros da equipe; promover, com o consentimento do pároco, cursos de formação, espiritualidade, encontros, estudo bíblico...

5) Linguagem e postura do coordenador

a) Linguagem
A linguagem do coordenador de pastoral do dízimo deve ser a mesma linguagem da Bíblia, a mesma linguagem da Igreja Católica. Isso significa dizer que o coordenador deve falar acerca do dízimo à luz da Bíblia e de acordo com a orientação da Igreja católica. Pois estar falando de dízimo dos cristãos católicos.
b) Postura
A mesma postura de Cristo. Isso significa dizer que deve: conhecer aquilo que anuncia; acreditar naquilo que anuncia; viver aquilo que anuncia; amar aquilo que faz.
II TEMA: PLANEJAMENTO E PLANO DE AÇÃO
1) Planejamento
Consiste em diagnosticar o problema; apontar soluções (ações); selecionar as prioridades; para depois elaborar estratégias  a fim de se alcançar os resultados.
Planejamento estratégico na pastoral do dízimo
Entende-se por pastoral do dízimo uma organização da Igreja formada por equipe de pastoral e dizimistas. Logo, planejamento estratégico da pastoral do dízimo consiste em verificar: os pontos fortes e fracos da pastoral; as oportunidades e ameaças.
Para isso deve-se fazer a análise de swot que consiste em verificar:
a) O ambiente interno:
Equipe e dizimistas.
Exemplos:
Pontos fortes: apoio do padre, boa arrecadação do dízimo, sala para fazer reunião da equipe etc.
Pontos fracos: falta de prestação de conta do dízimo arrecadado, membros da equipe envolvidos em outras pastorais, pouca participação nas reuniões da equipe, falta de formação para os membros da equipe etc.
O ambiente interno
Pode ser controlado pela coordenação da equipe, uma vez que ele é resultado das estratégias de atuação definidas pelos próprios membros desta. Dessa forma, durante a análise, quando for percebido um ponto forte, ele deve ser ressaltado ao máximo; e quando for percebido um ponto fraco, a equipe deve agir para controlá-lo ou, pelo menos, minimizar seu efeito.
b) O ambiente externo
Paróquia: religiosos (vigário, diácono, freiras, seminaristas), coordenadores e membros de outras pastorais, grupos, movimentos, conselhos (COPAE, CPP).
Sociedade: organizações governamentais e não governamentais, outras religiões cristãs.
- Quais são as oportunidades? Quais sãos as ameaças?
Exemplos:
Oportunidades: Conhecer como as outras religiões ou paróquias trabalham o dízimo; participar de cursos ofertados por organizações governamentais (Universidades, SENAC, SEBRAE) e não governamentais (IPAR, CCFC, EAPADI).
Ameaças: Influência de outras religiões sobre a interpretação bíblica do dízimo (obrigatório, pagamento etc), bingos, rifas, falta de recurso para investir em formação pessoal, tais como: cursos, oficinas etc. Falta de apoio da família.
O ambiente externo
Está fora do controle da equipe. Mas, apesar de não poder controlá-lo, esta deve conhecê-lo e monitorá-lo com frequência de forma a aproveitar as oportunidades e evitar as ameaças. Evitar ameaças nem sempre é possível, no entanto, pode-se fazer um planejamento para enfrentá-las, minimizando seus efeitos.
O que fazer?
Como se observa, o planejamento estratégico serviu para se verificar os problemas (os pontos fracos e ameaças) e apontar soluções para estes (ações).
As ações apontadas para resolver e/ou amenizar os problemas são todas as necessidades que a pastoral do dízimo tem.
É óbvio que nem sempre é possível a pastoral realizar todas as suas ações (necessidades) num curto espaço de tempo (um ano, por exemplo). Por isso esta deve selecionar suas prioridades, ou seja, deve selecionar as ações urgentes (prioridades), a fim de que possa aos poucos ir resolvendo ou amenizando os problemas encontrados no diagnóstico.
2) Plano de ação
Elementos que compõem o plano de ação:
- Justificativa, Objetivos, Metas, Público alvo, Atividades, Recursos, Avaliação, Cronograma, Referências.
I – JUSTIFICATIVA
A justificativa é a razão que levou a equipe de pastoral do dízimo decidir desenvolver determinada atividade.
Exemplos de razões que podem justificar um Plano de Ação:
1)Porque a maioria dos paroquianos envolvidos em outras pastorais ainda não é dizimista.
2)Porque aumentou as despesas da paróquia.
3)Porque vários dizimistas deixaram de consagrar o seu dízimo etc.
II – OBJETIVOS
Geral
É aonde a equipe quer chegar.
Exemplo: Fortalecer o trabalho da Pastoral do Dízimo, a fim de que os cristãos católicos possam se tornar cada vez mais corresponsáveis pela vida da paróquia.
Específicos
São as ações que a equipe fará para alcançar o objetivo geral.
Exemplos:
- Promover encontro mensal da equipe de pastoral do dízimo;
- Visitar os não dizimistas;
- Promover palestras sobre o dízimo envolvendo todos os paroquianos.
III – META
É o resultado concreto das ações da equipe.
Exemplos:
1) Realizar 09 encontros ou reuniões;
2) Realizar 10 visitas;
3) Fazer 04 palestras;
4) Aumentar a arrecadação do dízimo de 60% para 80%.
IV - PÚBLICO ALVO
É o destinatário / são os destinatários que a equipe quer atingir.
Exemplos:
- Equipe do dízimo;
-Dizimistas (aprofundar);
-Não dizimistas (ampliar).
V – ATIVIDADES
São as urgências ou prioridades.
Exemplo:
- Encontro de mensal;
- Visitas periódicas às casas dos não dizimistas (aproveitar este momento para ler e comentar trecho da Bíblia, tirar dúvidas acerca do dízimo e oferta, convidar para participar da missa e/outros eventos da pastoral do dízimo);
- Palestras sobre o dízimo envolvendo todos os paroquianos.
VI – RECURSOS
São os elementos necessários para realização das atividades.
- recurso humano (são todas as pessoas que fazem parte da equipe).
- recurso material (sãos os materiais que a equipe irá precisar. Exemplo: data show, sala para reunião, caixa de som, apostilas etc).
- recurso econômico (é o dinheiro que a equipe irá precisar para custear as despesas).
VII – AVALIAÇÃO
É a maneira pela qual a equipe irá saber se as ações estão dando certo. Se deve continuar, ou seja, durante a realização do Plano, fazer avaliação para verificar se os objetivos e metas estão sendo alcançadas.
VIII – CRONOGRAMA
Dá uma visão geral acerca do Plano de Ação.
Etapas de execução
Períodos de execução

- Levantamento das necessidades

- Outubro de 2015

- Seleção das prioridades

- Novembro de 2015

- Elaboração Plano de Ação

- Dezembro de 2015 e janeiro de 2016

- Período de execução

- Fevereiro a novembro de 2016

- Avaliação final / confraternização

- Dezembro de 2016

REFERÊNCIA
É a fonte / base do Plano.
Exemplo: Plano de Pastoral da Arquidiocese e/ou Paróquia Documento da Igreja etc.
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1) Exemplos de atividades
a) Encontro ou reunião mensal da pastoral do dízimo
MÊS
DIA
HORA
LOCAL
ASSUNTO PRINCIPAL
FEV
15
8h às 10
Sala da equipe da pastoral
Espiritualidade
MAR
16
8h às 10
Idem
Troca de experiência
ABR
17
8h às 10
Idem
Vídeo sobre...
MAI
15
8h às 10
Idem
Estudo sobre...
JUN
17
8h às 10
Idem
Avaliação
AGO
16
8h às 10
Idem
Estudo sobre...
OUT
13
8h às 10
Idem
Avaliação / Planejamento
NOV
15
8h às 10
Idem
Planejamento
DEZ
10
8h às 10
Salão paroquial
Confraternização
b) Calendário de eventos
EVENTO
DIA
HORA
LOCAL
PÚBLICO
RESPONSÁVEL
Palestra
23/04
19h às 21
Salão paroquial
Equipe da Pastoral X
Paulo  e Maria
Visitas
15, 16,17/05
9h às 12h
Comunidades A, B, C, D...
Pessoas afastadas da Igreja
Equipe da Pastoral X
III TEMA: PAUTA DE REUNIÃO
Qualquer encontro entre pessoas que têm como objetivo, resolver um problema ou tomar uma decisão. A reunião típica tem um propósito claramente definido, sintetizado em uma pauta, que deveria ser divulgada com antecedência.
02- Objetivos de uma reunião
- Transmitir informações ou conselho;
- Divulgar instruções;
- Lidar com reclamações ou arbitrar;
- Outros...
03 - Objetividade da reunião
Você deve:
- Estudar todo o material que irá circular antes da reunião;
- Começar e terminar no horário;
- Seguir a pauta impecavelmente;
- Outros...
04 - Definição da pauta
- A pauta deve conter detalhes sobre data, horário, local e objetivos;
- Deve ser específica quanto ao objetivo principal;
- O tempo estipulado para cada item deve servir como indicativo de prioridade;
- Outros...
05 - Como ser visto e ouvido
- A primeira impressão é a que fica;
- Os fatos devem estar corretos porque você pode ter apenas uma chance de intervir;
- Qualquer equivoco cometido durante sua intervenção deve ser corrigido no ato;
- Outros...
06 - Como ouvir os outros
- Demonstre interesse no que uma pessoa está dizendo, ela pode precisar de encorajamento;
- Não interrompa ou aparece uma pessoa que está falando;
- Fique atento para a linguagem corporal e tom de voz;
- Outros...
07 - Habilidades pessoais do condutor da reunião
- Ser firme para se manter dentro do horário e para lidar com problemas;
- Saber resumir ideias;
- Ser flexível ao lidar com os diferentes tons e estilos dos participantes;
- Outros...
08 - Como impor o ritmo da reunião
- Sempre insista em começar os trabalhos no horário previsto;
- No começo da reunião, informe aos presentes o tempo de duração;
- Deixe os atrasados perceberam que tal comportamento é improdutivo;
- Outros...
Pontos positivos e negativos dos participantes
09 - Pontos negativos
- Checar o relógio com frequência;
- Olhar pela janela;
- Remexer nos papeis;
- Outros...
10 - Pontos positivos
- Apresentar postura aberta, com braços e mãos relaxados;
- O corpo inclinado para frente, indica entusiasmo e encoraja o envolvimento;
- Olhar contínuo e confiante nos olhos demonstra que o participante está focalizando a atenção em você;
- Outros...
11 - Como concluir bem uma reunião
- Conclua os “outros assuntos”;
- Resuma as discussões e recapitule as decisões;
- Informe aos participantes, horário e local da próxima reunião;
- Outros...
                                                
Exemplo de pauta
Tempo: 2horas
01. Acolhida / oração (10 min)
02. Formação (45 min)
- Temas diversos (por meio de palestras, vídeos, textos, troca de experiências...)
03. INTERVALO (15 min)
04. Informações gerais ( 35 min)
- Missas / festividades / eventos
05. Outros assuntos (10 min).
06. Encerramento (05 min).
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REFERÊNCIAS
Arístides L. Madureira. Pastoral da Partilha – Manutenção. Salvador: Ed. A Partilha, 2004.
GANDIN, Danilo. A prática do planejamento participativo. Petrópolis, RJ: Vozes, 1994.
LÜCK, Heloísa. et.al. A aplicação do planejamento estratégico na escola. Publicado na revista Gestão em Rede, no. 19, abril, p. 8-13, 2000.
O QUE É UM PERFIL: http://pt.wikipedia.org/wiki/Perfil_(comunidade) Acessado em: 20 fev / 2013.
O QUE SIGNIFICA ORGANIZAÇÃO: http://www.gerenco.com.br/page3.html. Acessado em: 20 fev / 2013.
VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Planejamento, Projeto de Ensino-Aprendizagem e Projeto Político Pedagógico. 14. ed. São Paulo: Libertad, 2005.
Roteiro organizado: por Eliezer Martins – email: eliezemartins@hotmail.com
Atualizado em 05 de junho de 2015.
  


 
 





















FIM!

 A EAPADI agradece os participantes deste segundo módulo. E também, a todos os que ajudaram realizar este evento, de modo especial, os membros das Equipes de Trabalho, pelo compromisso e responsabilidade, ao Pe. João Gilvan Gomes (Pároco da Paróquia São Jorge) pela cessão do salão e também ao assessor da EAPADI, Pe Djalma Lopes, pelo apoio.